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Life Behavior: “Marchinhas de Carnaval”

3.3.14

“Marchinhas de Carnaval”

marchinhas de carnaval (2)

Español - Algunos de vosotros ya deben haber notado que en estos últimos días - tanto yo como Juliana - estamos ausentes del blog. Aunque estemos activos en las redes sociales, tuvimos que parar la publicación de posts debido a una serie de factores, como por ejemplo: tiempo para la vida personal, trabajos paralelos y Carnaval (que hace con el país para e nos fuerce a parar también).


Por hablar de Carnaval, esa semana estuve en una fiesta privada organizada para selectos invitados, y tuve la oportunidad de tomar algunas fotos para luego compartir con vosotros.

Aunque mucha gente esperase fotos de lindas mulatas, morenas, rubias, pelirrojas y otras bellezas nacionales prácticamente desnudas, siento decir que no estuve en ninguna avenida o en una escuela de samba, pero sí, disfrutando de algo todavía más antiguo y bonito que eso (sí, sí, existe algo más bonito).

Fui ver te cerca una marcha de Carnaval, más conocida como “Marchinhas de Carnaval” (parecida a las chirigotas), un género de música popular que fue predominante en el Carnaval de los brasileños desde los años 20 hasta los años 60. Es ahí donde encontramos disfraces más graciosos y originales de todo el Carnaval.

La primera marcha conocida fue la composición brasileña de Chiquinha Gonzaga, titulada Ó Abre Alas, hecha para el cordón carnavalesco Rosa de Ouro, en 1899. Y así fue durante mucho tiempo. Muchos compositores, intérpretes y algunos músicos prácticamente se clausuraban en los estudios cariocas mirando hacia el mes de febrero. Toda esta gente se aglomeraba en un mismo espacio. ¿Pueden imaginarlo?

En esta época la radio también tenía un papel fundamental en el ciclo de vida de las marchinhas recién llegadas, y fue a través de los programas más escuchados que las canciones acaban ganando las calles. En seguida, eran tocadas en las fiestas, y hasta los días actuales sigue siendo así.

A partir de los años 60, empezó a ser sustituida por Samba-Enredo, sumándose al Carnaval oficial de Rio de Janeiro, en razón de que las escuelas de samba no querían pagar los altos precios cobrados por los compositores musicales. En Rio, las centenas de blocos carnavalescos que desfilaban anualmente durante el Carnaval seguían, a cada año, lanzando nuevas marchinhas y reviviendo las antiguas. Para quien no lo sabe el samba-enredo, tratase de um sub-género del samba moderno, que surgió en Rio de Janeiro en la década de los 30, hecho específicamente para el desfile de una escuela de samba.

Por tener un ritmo muchas veces acelerado, melodías sencillas y llenas de vida y letras picantes, muchos todavía creen que la tal marchinha es 100% brasileña, pero la historia nos lleva a Portugal. La marchinha brasileña como conocemos hoy solo pasó a ser producida con regularidad en Rio de Janeiro, a partir de 1920, hasta entonces todas que existían eran importadas.

Muchas marchinhas todavía son celebradas en la calle, siempre existieron muchas otras organizadas en ambientes privados como ocurre todos los años en el Clube de Campo de Mogi das Cruzes, lugar conocido por sus famosas fiestas.

No hay dudas de que las Marchinhas de Carnaval - con su mistura de humor, crítica de las costumbres e invención de moda - son testigos de otra era que parece estar cada más más distante.

marchinhas de carnaval

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Português - Alguns de vocês já devem ter notado que nesses últimos dias - tanto eu como a Juliana - estamos ausentes do blog. Embora estejamos ativos nas redes sociais, tivemos que paralisar a publicação de posts devido a uma série de fatores, como por exemplo: tempo pra vida pessoal, trabalhos paralelos e Carnaval (que faz com que o país pare e nos force a parar também).

Por falar de Carnaval, essa semana estive em uma festa privada organizada para seletos convidados, e tive a oportunidade de tomar algumas fotos para logo compartilhar com vocês. 

Embora muita gente esperasse fotos de lindas negras, morenas, loiras, ruivas e outras belezas nacionais praticamente peladas, sinto dizer que não estive em nenhuma avenida ou sede de escola de samba, e sim disfrutando de algo ainda mais antigo e bonito que isso (sim, sim, existe algo mais bonito!).

Fui ver te perto uma marcha de Carnaval, mais conhecida como “Marchinhas de Carnaval”, um gênero de música popular que foi predominante no Carnaval dos brasileiros dos anos 20 aos anos 60 do século XX. É aí onde encontramos as fantasias mais emgraçadas e originais de todo o Carnaval.

A primeira marcha conhecida foi a composição da brasileira Chiquinha Gonzaga, intitulada “Ó Abre Alas, feita para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro, em 1899. E assim foi por muito tempo. Muitos compositores, intérpretes e alguns músicos praticamente se enfurnavam nos estúdios cariocas de olho em fevereiro. Toda essa gente se amontoava em um mesmo espaço, podem imaginar?

Nessa época o rádio também tinha um papel fundamental no ciclo de vida das marchinhas recém-nascidas, e foi através dos programas mais ouvidos que as canções acabaram ganhando as ruas. Em seguida, eram tocadas nos bailes, e até os dias continua sendo assim.

A partir dos anos 60, começou a ser substituída pelo Samba-Enredo, somando-se ao Carnaval oficial do Rio de Janeiro, em razão de que as escolas de samba não queriam pagar os altos preços cobrados pelos compositores musicais. No Rio, as centenas de blocos carnavalescos que desfilavam anualmente durante o Carnaval continuavam, a cada ano, lançando novas marchinhas e revivendo as antigas. Pra quem não sabe o que é samba-enredo, se trata de um sub-gênero do samba moderno, surgido no Rio de Janeiro na década de 30, feito especificamente para o desfile de uma escola de samba.

Por ter um ritmo muitas vezes acelerado, melodias simples e cheias de vida e letras picantes, muitos ainda acham que a tal “marchinha” é 100% brasileira, mas a história nos leva para Portugal. A marchinha brasileira como conhecemos hoje só passou a ser produzida com regularidade no Rio de Janeiro, a partir de 1920, até então todas que existiam era importadas.

Muitas marchinhas ainda são celebradas na rua, sempre existiram muitas outras organizadas em ambientes privados como acontece todos os anos no Clube de Campo de Mogi das Cruzes, lugar conhecido por suas famosas festas.

Não há dúvidas de que as “Marchinhas de Carnaval” - com sua mistura de humor, crítica dos costumes e invenção de moda - são testemunhos de outra era que parece estar cada vez mais distante.