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Life Behavior ║ por Roberto Sena: La otra versión de la plataforma EGO ║ A outra versão da plataforma EGO

16.10.14

La otra versión de la plataforma EGO ║ A outra versão da plataforma EGO

PASARELA EGO


Español - Ya hacen algunas temporadas que no pongo los pies en IFEMA durante la celebración de la Mercedes-Benz Fashion Week Madrid, considerada por muchos la más importante semana de la moda del país, aunque nunca haya creído en este título. Basta ir a la 080 Barcelona Fashion, su competencia catalana, para comprobar lo que estoy diciendo.

Hoy quiero dedicar este post a una plataforma es especial: EGO. Como dijo su director: "EGO nació por un lado inspirado en el Circuit de Barcelona y por otro debido al descubrimiento de muchos talentos que hasta entonces no tenían donde enseñar sus colecciones".

Basta estar entre los jóvenes creadores de moda para comprobar que el nombre EGO es algo cada vez más presente en las conversaciones de grupo. ¿Pero para que sirve esta tal EGO? No hay dudas de que la plataforma acaba siendo una especie de extensión en la continuidad de la carrera de algunos creadores, sirviendo muchas veces como una vitrina. No obstante, lo que era para tornarse una herramienta de divulgación para el público empresarial y comercial, acabó tornando un simples destile donde la mayoría demoledora de invitados esperan con gran ansiedad por el fin de cada presentación para que puedan embriagarse en los stands de uno de los patrocinadores de moda, donde siempre existe una cola inmensa par disfrutar de una cerveza gratis.

Infelizmente la falta de visión de negocios por parte de los organizadores es algo que sigue perjudicando tanto a los que allí se presentan, cuanto al propio mercado español de la moda, que cada vez más se torna apagado delante de otras semanas de moda que ganan a cada día más importancia, es el caso de la semana de moda de Lisboa, o hasta mismo de la semana de moda de Sao Paulo, que cada vez más está repleta de renombrados bloggers internacionales, verdaderos críticos de moda y periodistas de los más importantes medios de comunicación del mundo.

Mientras una ciudad como Sao Paulo, que está en un país considerado en vías de desarrollo, sigue ganando relevancia internacional, vemos cada vez más periodistas de la prensa rosa, famosos y otros amigos de marca/diseñador ocupando sillas que entonces deberían estar ocupadas por profesionales del sector, incluyendo compradores y empresarios.

Para subir a la pasarela de la plataforma EGO no es fácil. Según los organizadores, llegan más de 200 propuestas a cada seis meses, de las cuales solamente 30 o 40 pasan. Escuchamos muchos jóvenes creadores hablar de sus buenas experiencias vividas después de EGO, en sus carreras. Lo que pocos comentan es que estas mismas personas que hablan bien son creadores con una larga trayectoria en el mercado, y que en muchos casos prefieren presentar sus colecciones en la pasarela EGO, en cambio de hacer lo mismo en la pasarela principal y tener que gastar más.

No hay dudas de que EGO ayuda mucho en la proyección de quien se presenta allí, pero esta tal proyección no posee también fines comerciales. ¿De qué vale tanto photocall, fiestas increíbles, fotos con celebridades, barra libre y otras mirabolantes historias si al final no se consigue vender lo que fue presentado? Antes de escribir esto estuve hablando con algunos de los últimos participantes de EGO y de las tres personas con quien hablé, hay un testimonio que me gustaría compartir con vosotros, y respetando el pedido de esta persona, me comprometí a no decir su nombre.

"También vine desfilar con la ayuda de subsidios de mi comunidad, pero si no es amigo de ciertas personas las cosas por aquí siguen igual, o pero, porque tengo que volver para mi ciudad de la misma manera que vine, quedando solamente la esperanza para que esto cambie en la próxima edición, eso si yo fuera uno de los convocados. Ya he presentado mi colección en otros desfiles con casi ninguna aparición en prensa y habían más compradores en una única fila que en toda IFEMA".

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Português - Já fazem algumas temporadas que não ponho os pés no IFEMA durante a celebração da Mercedes-Benz Fashion Week Madrid, considerada por muitos a mais importante semana de moda do país, embora nunca tenha acreditado nesse título. Basta ir à 080 Barcelona Fashion, “concorrente” catalã, para comprovar o que estou dizendo.

Hoje quero dedicar este post à uma plataforma em especial: EGO.  Como mesmo já disse seu diretor: “A EGO nasceu por uma parte inspirada no Circuit de Barcelona (cidade que sedia o 080) e por outra devido ao descobrimento de muitos talentos que até então não tinham onde mostrar suas coleções".

Basta estar entre jovens criadores de moda para comprovar que o nome EGO é algo cada vez mais presente nas conversações de grupo. Mas afinal de contas pra que serve essa tal de EGO??? Não há dúvidas de que a plataforma acaba sendo uma espécie de extensão na continuidade da carreira de alguns criadores, servindo muitas vezes como uma vitrine. No entanto, o que era para se tornar uma ferramenta de divulgação para o público de visão empresarial e comercial, acabou se tornando um simples desfile onde a maioria esmagadora dos convidados esperam ansiosamente pelo fim de cada apresentação para que possam se embriagar no stand de um dos patrocinadores da semana de moda, onde sempre existe uma fila imensa para desfrutar de uma cerveja grátis.

Infelizmente a falta de visão de negócios por parte dos organizadores é algo que continua prejudicando tantos os que se apresentam ai, quanto ao próprio mercado espanhol de moda, que cada vez mais se torna apagado diante de outras semanas de moda que ganham cada dia mais importância, é o caso da semana de moda de Lisboa, ou até mesmo a semana de moda de São Paulo, que cada vez mais está repleta de bloggers de peso internacional, verdadeiros críticos de moda e jornalistas dos mais importantes meios de comunicação do mundo.

Enquanto uma cidade como São Paulo, que está em um país considerado emergente, segue ganhando relevância internacional, vemos cada vez mais jornalista de “prensa rosa”, famosos e outros “amigos” da marca/estilista ocupando cadeiras que então deveriam estar ocupadas por profissionais do setor, incluindo compradores e empresários.

Para subir à passarela da plataforma EGO não é fácil. Segundo os organizadores, chegam mais de 200 propostas a cada seis meses, das quais somente 30 ou 40 passam. Escutamos muitos jovens criadores falarem das suas boas experiências que viveram depois da EGO, em suas carreiras. O que poucos comentam é que essas mesmas pessoas que falam bem são criadores com uma longa trajetória no mercado, e que em muitos casos preferiram apresentar suas coleções na passarela EGO, ao invés de fazer o mesmo na passarela principal e ter que gastar mais.

Não há dúvidas de que EGO ajuda muito na projeção de quem se apresenta ai, mas essa tal projeção não possui também fins comerciais, pra que vale tanto backdrop, festas incríveis, fotos com celebridades, open bar e outras mirabolantes historias se no final não se consegue vender o que foi apresentar? Antes de escrever isso estive conversando com alguns dos últimos participantes da EGO e das três pessoas com quem conversei, há um depoimento que gostaria de compartilhar com vocês, e respeitando o pedido dessa pessoa, me comprometi a não dizer seu nome.

“Também vim desfilar com ajuda de subsídios da minha comunidade, mas se não é amigo de certas pessoas as coisas por aqui seguem igual, ou pior, porque tenho que voltar pra minha cidade da mesma forma que vim, restando somente a esperança para que isso mude na próxima edição, isso se eu for um dos convocados. Já apresentei minha coleção em outros desfiles com quase nenhuma aparição em imprensa e haviam mais compradores em uma única fila que em toda IFEMA”.